Aborto: Crime ou Opção?!
ABORTO: CRIME OU OPÇÃO?
Ressuscitado
em 2010, o tema “aborto”, tem sido nos últimos 10 anos um debate acirrado por
diversos segmentos, desde os religiosos, o movimento feminista, partidos
políticos e até mesmo médicos. Alguns dizem ser “pró-vida” e defendem a
criminalização do aborto com unhas e dentes, e outros defendem a legalização do
aborto, como se fosse uma questão de saúde pública. Já os menos afortunados intelectualmente
dizem “meu corpo, minhas regras! ”, “se o feto está no corpo dela, ela pode
decidir tirar”, “o feto não tem direito de usar meu corpo por 9 meses”, “mantenha
suas leis fora do meu útero”, “sem útero, sem opinião”, e o pior de todos “o
embrião é apenas um amontoado de células”. Tentarei explicar meus pontos sobre
o aborto, debatendo questões filosóficas, científicas e sociais.
De
acordo com o Artigo 5º da CRFB/88, todos nós brasileiros, temos direito a vida,
nada é mais justo do que isso, ter direito de nascer, viver livremente e morrer
em paz; o aborto é um crime contra a vida, um ato que deve ser intolerável, e
não é uma saída para a solução da saúde da mulher, a sociedade se degenera cada
vez mais, os bons valores e costumes estão sendo deixados de lado, dizem “isso
é a sociedade evoluindo”, mas não é possível que uma sociedade evolua quando a
vida já não vale mais nada, e é o rumo que tomaremos com a legalização do aborto.
Há alguns toscos argumentos a favor do aborto, citarei alguns:
-
“Não sabemos quando a vida começa”: bom, podemos constatar que a vida humana
começa na concepção, já que é neste momento que surge uma nova individualidade
orgânica da nossa espécie, é formada uma estrutura biológica autônoma, que além
de compartilhar de nossos genes, apresenta disposição ativa para se desenvolver
coordenadamente, basta-lhe condições adequadas (ambiente e nutrição), isso
desde a concepção até a vida adulta.
-
“O embrião é um amontoado de células”: todos nós humanos somos um amontoado de
células.
-
“Crianças anencéfalas não estão vivas”: na verdade estão, elas ainda possuem
tronco encefálico, carecem apenas do córtex cerebral, portanto não podem ser
ignorados como vidas, e tratados como natimortos, podem viver horas, dias e até
mesmo anos;
Já cheguei a ouvir
besteiras como “o feto é humano de um ponto de vista religioso e científico,
mas filosoficamente não”, Severino Boécio, propôs um conceito filosófico, que
mais tarde foi desenvolvido por São Tomás de Aquino, usado até mesmo nos estudos
sobre os Direitos da Personalidade Natural e Positivismo Jurídico, esse
conceito nos diz que uma pessoa é um “individuo
subsistens in rationali natura”, traduzindo, temos: “uma substância individual de natureza racional”.
A idade pode afetar nas habilidades básicas dos seres humanos, como andar,
falar ou até mesmo enxergar e ouvir (isso serve tanto para recém-nascidos
quanto para idosos), mas mesmo que suas habilidades de base não estejam
completamente desenvolvidas, nada tira seu caráter racional, o ser humano é de
natureza racional.
- “Se o feto está no
corpo dela, ela decide quando tirar”: discordo completamente desta afirmação,
porque assim como uma mulher que deseja entregar seu filho a adoção tem o dever
moral de entrega-lo a uma autoridade competente, a mulher que já está grávida e
não quer criar seu filho, tem o dever moral de esperar até que possa entrega-lo
a alguma autoridade competente, e não simplesmente descarta-lo.
O caso mais delicado
quando se fala de aborto, é em relação ao estupro, mas não, a morte de uma vida
inocente não deve ser legalizada nem em casos de estupro, não obstante da forma
que foi concebido, todos os seres humanos têm direito a vida, aplicar a pena capital à um inocente que sequer está
envolvido no crime de estupro é violar de maneira claríssima o princípio
humanitário de que “nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a
obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite
do valor do patrimônio transferido.” (Art. 5, inc. XLV CRFB/88), além disso, uma cirurgia física não resolverá os
problemas psicológicos da mãe decorrentes do estupro, e sim, pode agrava-los.
Embora a mãe não tenha a obrigação de cuidar da criança, ela tem o dever moral
de esperar a criança nascer para entrega-la a uma autoridade competente e
também de NÃO desmembrar seu próprio filho através de uma máquina de sucção e
depois mistura-lo ao lixo hospitalar, é função do
Governo prover à gestante uma Assistência Social de qualidade, e, caso
necessário, também um orfanato decente para a criança.
Como é noticiado em
mídia nacional e em pesquisas, a maioria dos brasileiros de hoje, iniciam sua
vida sexual entre os 13 até os 17 anos, então, ao invés de propor a legalização
do aborto, por que não inserir na pauta de discussão, o planejamento familiar,
instruções de como funciona o corpo da mulher, orientações aos adolescentes
sobre a prática do sexo responsável e regrado, e também o momento certo de
iniciar a vida sexual ativa, falta conscientização sobre os perigos do aborto e
também sobre respeito, tanto homens respeitando mulheres, como ambos respeitando
a vida.
Autoria: @decurciojoao
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